Trump anuncia administração interina dos EUA na Venezuela e entrada de petroleiras americanas
Após ataque em Caracas e captura de Maduro, presidente dos EUA fala em transição de poder e ampliação da influência no Hemisfério Ocidental
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o país passará a administrar de forma interina a Venezuela, após a ofensiva militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa. Em pronunciamento oficial, Trump declarou que um grupo designado por Washington assumirá temporariamente a condução do governo até que ocorra uma transição de poder, embora não tenha informado prazos nem a composição dessa administração provisória.
FIQUE POR DENTRO DAS NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:
Segundo Trump, a operação foi precedida por meses de movimentações navais próximas à costa venezuelana e culminou em ataques a pontos estratégicos de Caracas. Maduro e a primeira-dama foram detidos e levados para Nova York em um navio de guerra norte-americano. O presidente dos EUA afirmou que a ação busca garantir “liberdade e justiça” ao povo venezuelano e assegurar uma mudança que classificou como adequada, justa e legal.
Relembre
- Trump afirma que Nicolás Maduro foi capturado e expulso da Venezuela
- Lula se manifesta sobre ataque à Venezuela e captura de Maduro
- Ataque à Venezuela: Maduro deverá ser julgado nos EUA; ação pode ter deixado mortos
O chefe da Casa Branca também se posicionou sobre o cenário político interno da Venezuela. Apesar de pressões para que a oposição assumisse imediatamente o poder, Trump minimizou o papel da líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025, afirmando que ela não teria apoio nem respeito suficientes no país. Ele acrescentou que o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém diálogo com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que, segundo Trump, estaria disposta a colaborar com o processo.

Outro ponto central do pronunciamento foi o setor energético. Trump anunciou que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na Venezuela, com investimentos bilionários para recuperar a infraestrutura do setor. Segundo ele, a indústria petrolífera venezuelana teria sido “roubada” pelo governo socialista e agora passará por um processo de reconstrução liderado por empresas dos Estados Unidos. “Vamos fazer o petróleo fluir”, afirmou, ao defender que a entrada das companhias americanas gerará lucro e reativará a economia do país.
Questionado sobre o cumprimento das normas constitucionais dos Estados Unidos, especialmente quanto à comunicação prévia ao Congresso sobre a operação militar, Trump disse que parlamentares foram informados após a ação. Segundo ele, o sigilo foi necessário para evitar vazamentos. A declaração gerou novas discussões sobre os limites legais e políticos da intervenção anunciada por Washington.
Nos siga no
Google News